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segunda-feira, 26 de março de 2018

A rua dos gatos


Por Daniela Carvalho


Quando eu mudei para a minha rua, em 2009, eu não sabia que passaria a conviver com tantos gatos.
Pra ser sincera, eu não sei se sempre foi assim e eu não percebia ou se isso passou a acontecer de uns tempos para cá.
O fato é que eu nunca gostei muito de gato, sentia medo e até um nervosinho em pensar no rabo dele passando pelas minhas pernas, os ossinhos pequenos... uiiiiiii.
Talvez por isso, pelo fato de não ter muita afinidade, que eu não reparasse neles. Mas, isso mudou desde a chegada do Zibileu, Zibis para os mais íntimos.

segunda-feira, 19 de fevereiro de 2018

Luna

Por Erica Poço


Essa noite eu sonhei com uma senhora falando à respeito da importância que a cachorrinha tinha na vida dela. Ela dizia que os filhos tinham saído de casa, mas que sua companheira estava lá e que todo dia ela preparava um arrozinho com lentinha pra ela.

sexta-feira, 14 de outubro de 2016

Amor de quatro patas e bigode


Local climatizado abrigava as confortáveis tocas e eu (no canto inferior direito) estava igual criança em dia de festa
Por Andressa Rodrigues

Quando vi a propaganda na internet, não pensei duas vezes. Armei toda a viagem e lá fui eu a São Paulo para uma experiência de encher os olhos. Domingo passado (9/10), na companhia da família, visitei - pela primeira vez - uma feira internacional de gatos! Isso mesmo: uma exposição só de felinos, de diferentes raças, tamanhos e cores. Quanta fofura!

sexta-feira, 16 de setembro de 2016

Um conto de fadas felino


Por Andressa Rodrigues

Quem me conhece sabe que sou apaixonada por gatos! Sou uma legítima “gateira” - denominação dada a pessoas que acompanham tudo que sai sobre felinos na internet, além de comprar roupas, objetos, livros, revistas, brinquedinhos, enfim, tudo de gato. Esse amor surgiu depois que adotei o Frajola. Na verdade, ele me adotou! E olha que antes dele eu “tinha medo até de borboleta”, como meu irmão André adora lembrar.
Mas a história de hoje não é sobre o Frajola. Outro dia conto sobre meu amorzinho com maior prazer. Hoje quero falar de uma ação linda de uma família para adotar um gatinho. Imagina viajar 443 quilômetros só para buscar o bichano! Foi isso mesmo que um casal de amigos fez no último sábado (10/9).
Tudo começou assim...

domingo, 25 de janeiro de 2015

O GATO CHORÃO



É estranha essa história de força da atração entre os opostos. Pois aconteceu há pouco tempo comigo, quando de forma totalmente inocente, eu “sequestrei” um filhote de gato cinza.


domingo, 4 de janeiro de 2015

Gosta de fazer trilhas? Dicas e Cuidados para conviver em harmonia com os animais selvagens



A Mata Atlântica é um lugar especial, mas oferece perigos, por isso, quem decide fazer trilhas ou caminhar em busca de cachoeiras deve ficar atento e tomar alguns cuidados para não ter uma experiência ruim como, por exemplo, ter um encontro desastroso com animais selvagens e peçonhentos.

 

Em São Sebastião, existem várias opções de trilhas, basta consultar o site da Prefeitura: http://turismo.saosebastiao.sp.gov.br/. Foi de lá que eu peguei essas fotos que ilustram alguns caminhos pela Mata Atlântica.
Para dar algumas dicas sobre os cuidados que devemos tomar e como agir nessas situações, eu convidei a médica veterinária, Fabrícia Medeiros, especializada no tratamento de animais silvestres, para um bate papo aqui no Blog. Atualmente, ela trabalha na Fundação Animália, em São Sebastião, onde convive com onças jaguatiricas, gato do mato, tamanduá bandeira, cachorros do mato, capivaras, macacos prego, além de aves marinhas, pinguins, lobo guará, corujas, gaviões e outros mais.

 A Fabrícia se formou na FAEF-FAMED (Faculdade de Medicina Veterinária de Garça-SP), em 2007, e durante toda a graduação, dedicou-se a estudar os animais silvestres, fazendo estágios no Zoo de Sorocaba e no CEMPAS (Unesp de Botucatu) onde conviveu e aprendeu muito com os melhores médicos veterinários do país.
“Sou apaixonada pelo meu trabalho, o que eu mais gosto de fazer é ir a uma mata/rios/praias e observar os animais de vida livre, fico admirada com tanta beleza e pureza... a natureza é perfeita!”, diz.





Encantes – Durante o tempo em que você trabalha na Animália, qual foi o maior aprendizado?
Fabrícia - O que mais aprendi foi lidar com os altos e baixos. É muito triste você receber um papagaio cego porque os traficantes perfuraram o olho dele. A ave fica cega, muito triste e depois morre de depressão. Isso acontece muito. Tristeza e depressão matam os animais. Um papagaio vive mais de 50 anos e, normalmente, os donos morrem e a ave fica para os filhos, mas tem casos em que os filhos não querem o papagaio e o entrega na polícia ambiental (entrega espontânea). O papagaio fica tão triste de ter saído daquela família, entra em depressão e não come, muitas vezes tenho que ficar falando com ele, cantando, tentando animar pra que ele coma um pouquinho e muitas vezes eles vêm a óbito por tristeza. Mas também é maravilhoso receber animais que você tem um prognóstico ruim e depois você vê esse animal indo pra soltura, não tem dinheiro que pague isso! Você sentir o quanto o seu trabalho é importante e especial. Eu vejo a gratidão nos olhos deles, como se eles me dissessem: MUITO OBRIGADO! SEM VOCÊ EU NÃO SOBREVIVERIA. Aprender a lidar com os altos e baixos, sem dúvida, foi o mais importante que eu aprendi. Já chorei por tristeza, pelo sofrimento do animal, mas chorei muito mais de alegria e de satisfação pelo trabalho realizado com sucesso.

Encantes – Muitas pessoas tem medo de certos animais por desconhecimento. No verão, alguns desses animais decidem aparecer, como as cobras. Porque isso acontece e qual o melhor jeito de lidar com a situação?
Fabrícia - Os répteis em geral são animais de sangue frio e dependem do sol para se aquecer. Eles preferem os locais úmidos, escuros e quentes e por isso gostam de tomar sol em trilhas na mata. A mata tem trilhas quentes e também sombra das árvores, ao mesmo tempo, oferecem rotas de fuga e abrigo, caso algum animal de grande porte os ameace.

Encantes – No verão, muitas pessoas também fazem trilhas pela Mata Atlântica, quais cuidados devem ter para evitar ataques de animais selvagens.
Fabrícia - É sempre bom caminhar com roupas apropriadas, calça comprida bem confortável, camisetas, chapéus e de preferência botas (aquele coturnos semelhantes ao que os policiais usam) e caminhar com cautela sempre! Observando o lugar onde pisa, sempre em silêncio pra não assustar os animais e se avistar qualquer animal observe, desvie e não tente manipular. 

Encantes - Quem for picado por uma cobra ou animal peçonhento como deve agir? No litoral, tem lugar especializado nesse tipo de tratamento?
Fabrícia - Antes vou dizer o que NÃO SE DEVE FAZER: Não fazer torniquete, não aplicar pó de café, querosene ou qualquer outro produto no local da picada, não fazer cortes no local da picada, tem venenos que causam hemorragia, e isso iria piorar o quadro clínico. Evite se movimentar e mantenha a calma, procure IMEDIATAMENTE o hospital mais próximo.


Encantes – Nesta época, também podem aparecer baleias e até pinguins, vindos de terras muito distantes. No caso dos pinguins, o que deve ser feito para mantê-lo vivos, pois moramos em um clima super quente, não adaptado a eles.
Fabrícia - Diferente do que as pessoas pensam não se deve colocar o pinguim no gelo e nem na geladeira, e sim colocar ele dentro de uma caixa de papelão, deixe-o descansar (ele está exausto devido à viagem) e mantenha-o aquecido, já que eles chegam com hipotermia (temperatura baixa, gelado). Coloca-lo no gelo pode levar a morte. Encaminhe-o imediatamente para a polícia ambiental que irá destinar ele para um centro de reabilitação.

Encantes – Existem animais nativos da nossa região com risco de extinção? Se isso ocorrer, qual impacto causará na cadeia alimentar? O que podemos fazer?
Fabrícia - Não podemos falar de extinção sem falar da Onça Pintada, sem dúvida daqui a poucos anos ela não existirá na mata atlântica, uma pena. O nosso maior felino brasileiro está sendo extinto por causa do DESMATAMENTO e por falta de conhecimento, por desejo de "sangue", as pessoas matam por gostar de caçar ou porque a onça atacou os animais de sua fazenda. Com a extinção da Onça Pintada irá ocorrer uma superpopulação de veados, antas, capivaras e porcos-do-mato. A maior parte desses animais é herbívora e, em grande quantidade, se tornariam prejudiciais a algumas plantas da floresta. O que temos que fazer é respeitar todo e qualquer tipo de vida, não caçar, não matar, não ter animais silvestres em casa e não desmatar a nossa mata, preservar o pouco que ainda existe. A educação ambiental é o mais importante.

Encantes – Deixe uma mensagem para os leitores do Blog Encantes
Fabrícia - É possível sim viver em harmonia com o nosso meio ambiente, só precisamos respeitar todos os tipos de vida, seja animal ou vegetal, a natureza é bela e precisamos dela para sobreviver. Ninguém é obrigado a amar os animais, mas todos devem respeitá-los, e entender que, além de nós, existem outras vidas que precisam desse ecossistema para sobreviver. Nenhum animal existe por acaso, todos tem um papel fundamental e o que precisamos é respeitar cada um deles e entender que nós estamos na casa deles e não eles na nossa casa.

A Fundação Animália, onde a Fabrícia trabalha, está passando por um grande problema financeiro, após o fim do convênio com a Petrobras. Se você quer saber mais sobre o assunto, clica neste Link: 

FUNDAÇÃO ANIMÁLIA 

 

 

terça-feira, 18 de novembro de 2014

O QUE ESSES ANIMAIS VÃO COMER NO MÊS QUE VEM?



Após mais de 10 anos, decidi visitar a Fundação Animália, que mantém e atende os animais silvestres capturados pelo Ibama. Na verdade, eu acordei com um pensamento fixo de ir até lá. Entrei na internet em busca do número do telefone e consegui.


Liguei, liguei e ninguém atendeu.


O lugar onde está a Fundação tem um acesso complicado, justamente porque o objetivo é que seja isolado, longe do contato com os humanos. E eu pensei? E se eu for até lá e não existir mais a Fundação? E se não tiver ninguém para me receber ou se eu não puder entrar?

 
Quer saber? Deixei todas as dúvidas de lado e fui até a sede da Fundação Animália, localizada no Morro do Abrigo, em São Sebastião, e eu descobri que a minha visita tinha um propósito: tentar sensibilizar as autoridades, principalmente da Petrobras, para manter os animais que estão em cativeiro a salvos.

 
No próximo dia 29 de novembro, daqui a 11 dias, o convênio entre a Petrobras e a Fundação Animália chegará ao fim e não foi renovado. Caso a situação não seja solucionada o mais rápido possível, cerca de 240 animais silvestres não terá o que comer no próximo mês. A despesa com alimentação, por semana, é de R$ 2 mil.

 
Lá estão abrigados nove pumas, três onças jaguatiricas, um gato do mato, um tamanduá bandeira, quatro cachorros do mato, três capivaras, quatro macacos prego, além de aves marinhas, pinguins, lobo guará, corujas, gaviões, pássaros apreendidos ou machucados, dezenas de araras, entre muitos outros, que chegaram até a Fundação precisando de tratamento ou apenas de um lugar para ficar até o final dos seus dias.

 
Entre eles, tem uma onça que está cega devido à idade avançada e um puma que foi capturado com diversos ossos quebrados e hoje fica em um espaço pequeno porque se andar demais os ossos podem voltar a quebrar. O caso mais grave é de uma preguiça que foi eletrocutada e está com queimaduras de 3º grau.

 
Para tratar os animais, a equipe da Fundação, sob a coordenação do presidente e biólogo André Rossi, conta com uma veterinária, Fabrícia Medeiros, e três ajudantes.
Eu perguntei se ela não tinha medo de caminhar pelo mata sozinha e tratar dos animais selvagens. (Eu confesso, mesmo com os animais presos, eu senti medo e quase não consegui fotografar).  

 
 “Não existe medo. O que me deixa mais feliz é quando recebo um animal debilitado e o vejo voltando à natureza, isso não tem preço”, explica.
O biólogo André Rossi recordou de um tamanduá mirim que chegou à Fundação com uma fratura exposta de crânio e conseguiu se recuperar. “Qualquer pessoa podia pensar em eutanásia, mas optamos por trata-lo”, conta.
Assista o vídeo da soltura das araras à natureza, após o tratamento e recuperação na Fundação Animália:


No passado, a equipe da Fundação chegou a contar com 10 pessoas, sendo três veterinários.
“Se o convênio não for renovado, os animais não terão para onde ir. Eu arrumo outro emprego, mas e os animais?”, pergunta Fabrícia com os olhos marejados de lágrimas.
Foi difícil não começar a chorar também , mas com algum esforço eu consegui me conter.
O momento agora é de indignação e luta!

 
Não é possível que a Petrobrás e o Ibama que, por mais de 10 anos, acompanharam o trabalho da Fundação, não estejam preocupados e comprometidos em resolver a situação que eles mesmo ajudaram a criar.
Minha gente, vamos resolver essa situação com urgência porque os animais não poderão ficar sem comida ou deixar de receber os remédios.
Lá tem animais que viverão em cativeiro por mais 10 anos e é justo agora tirar esse direito deles, que lutaram tão bravamente contra os maus tratos ou sofrem sequelas de acidentes terríveis?

 
Se ninguém fizer nada, rápido, é exatamente isso o que vai acontecer.
O biólogo André Rossi ainda tem esperança de que tudo se resolva e está movendo o céu e a terra para isso. Existe um abaixo assinado na Internet, que eu peço para que todos assinem:


Esse documento é fundamental para embasar a manifestação popular junto ao Ministério Público, que já está em andamento, pedindo a continuação do trabalho da Fundação Animália.  

História – O biólogo André Rossi começou a trabalhar com a recuperação de animais silvestres, em 1991. Em 1997, foi constituída a Fundação Animália. Pouco tempo depois, em 2001, a Fundação passou a contar com o patrocínio da Petrobras e foi transformada em um Centro de Triagem de Animais Silvestres (CETAS).
Em 2009, o patrocínio da Petrobras foi transformado em convênio, o mesmo que termina no dia 29 de novembro, deste ano. Ou seja, daqui a 11 dias!!
O CETAS presta atendimento há 40 cidades da região, recebendo também os animais silvestres trazidos pelo Ibama de diversos Estados Brasileiros, como o Ceará e Roraima.
O lugar não é aberto à visitação para que os animais que serão devolvidos ao seu habitat natural não sejam “Humanizados”.