O meu coração é vaga-lume, não controlo o seu voo, nem quando acende-amor ou apaga-desamor. Sou apaixonada por causas perdidas e admiro pessoas imprevisíveis e autênticas, o que me coloca em tremenda desvantagem.
Às vezes prendo meu coração num pote de vidro e só abro quando sinto que falta ar. São momentos em que descanso da minha vida. Neste lugar fechado, não há dor, mas também não existem arrepios e assombros.
É um tempo suspenso onde analiso os danos, curo as feridas, aquelas que podem ser curadas, e sigo com as minhas cicatrizes. Aprendi a duras penas que onde está o meu coração se encontram minha fragilidade e fortaleza. Só preciso tomar cuidado para não acabar na escuridão.
