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sábado, 25 de janeiro de 2020

Eu sou filha da minha mãe


Nesta semana, eu fui até a casa dos meus pais de bicicleta.
Quando minha mãe abriu o portão, eu vi os olhos surpresos dela.
Menos pela minha visita, mais por causa da minha nova companheira: a bicicleta.
Fingi que não ouvi quando ela disse, com um ar meio irônico: - Agora você está fitness?

sexta-feira, 22 de setembro de 2017

Amor em tempo de silicone


Por Daniela Carvalho


Outro dia eu estava em um café conversando com uma amiga que já está no seu terceiro ou quarto casamento, não sei bem...
Nós duas conversávamos sobre o que levaria as pessoas a desistirem uma das outras, sem que fosse dada uma segunda chance ao outro de consertar o erro ou, pelo menos, tentar mudar.
Eu realmente acredito que alguém pode mudar por amor. Na defesa do meu ponto de vista, eu disse que as pessoas desistem rápido demais.

sexta-feira, 13 de janeiro de 2017

Quem ama também sente inveja

Atenção: Esse texto é uma mea culpa deslavada.


Por Daniela Carvalho

Aconteceu há pouco tempo, quando eu passei por uma fase complicada e precisei tomar muitas decisões que me deixaram bastante ansiosa e insegura.
A princípio, resignada, eu fui lidando com as situações: a cirurgia da minha filha, a tensão das provas de vestibular do meu filho, o assalto a minha residência, internação da minha avó e as chatices eventuais do dia a dia.  
“A vida vem em ondas, como o mar, num indo e vindo infinito”, como diz a música interpretada pelo Lulu Santos.

sexta-feira, 21 de outubro de 2016

Essa difícil arte de amar


Por Giobert M. Gonçalves 
Eu tenho ouvido demais as pessoas reclamarem sobre relacionamentos, que ninguém mais quer compromisso sério e que todo mundo quer só ficar. Elas contam que conhecem uma pessoa, que ela fica interessada durante uma semana e depois some, o telefone para de tocar e o wathsapp não recebe mais nenhum emoji. E elas não entendem o que acontece.

sexta-feira, 23 de setembro de 2016

Relações



Por Giobert M. Gonçalves

O primeiro relacionamento é comigo mesmo, eu estou imerso dentro do útero e para mim, tudo é uma única coisa. É meu momento (narcisista). Como não há a percepção do outro, a única referência que tenho sou eu mesmo. Será? Fico imaginando qual seriam as reflexões uterinas. Quais dúvidas eu teria, será que me agrado? Será que gosto dos meus pensamentos? Convivo bem comigo mesmo?

segunda-feira, 25 de julho de 2016

A difícil arte da conquista


Eu estava no salão de beleza, distraída, lendo uma revista, quando uma conversa fisgou a minha atenção.
A cabeleireira estava contando para a cliente sobre um rapaz que conheceu através de um site de relacionamento na internet.
- Ele era bonitinho, a conversa estava interessante...
- Sobre o que conversaram?
- Ele disse que adorava astrologia. Perguntei qual era o seu signo e me respondeu que era touro, eu disse que o meu era libra...
- Touro e libra combinam?
- Até combinam, mas o que não combinam são os móveis da casa dele. Um horror!

sexta-feira, 8 de julho de 2016

As pessoas amam quem as escuta!



Por Giobert M. Gonçalves
 
Você ouve ou escuta?

Ouvir é perceber o som, mas não é identificar o sentido... Você vai, ouve, mas pode não compreender. Ouve e já vai dando conselhos; será que escutou mesmo? Não! Quando ouvimos nós colocamos muitos ruídos (que saem da nossa cabeça) e podemos apenas entender. Entender é saber de algo sem questionar, você repete, mas não sabe explicar.

sexta-feira, 24 de junho de 2016

Quero ter razão ou quero ser feliz?




 Por Giobert M. Gonçalves

Quando ouvi essa frase pela primeira vez na minha vida, não esperava que fosse ter uma medida para os meus próprios atos. Foi uma amiga que me perguntou e eu não lembro bem ao certo em que contexto ela disse isso, mas passei a utilizar em diversas circunstâncias da minha vida. Quando algo me incomoda pergunto se eu estou querendo ter razão ou se eu estou querendo ser feliz.
Moro com minha mãe que já está com idade suficiente para apenas ser feliz. Mas como o filho que sou, muitas vezes eu queria impor a ela o que eu achava sobre as coisas (para não dizer de outra maneira – as minhas ridículas verdades), então, quando ela fazia algum comentário eu contestava. Esse era um caso de me perguntar: “Quero ter razão ou quero ser feliz?”.

sexta-feira, 17 de junho de 2016

A vida indiscreta dos vizinhos



Eu moro em uma cidade pequena. Na minha rua, apesar de não conversarmos todos os dias, os vizinhos se conhecem e isso sempre me deu a sensação de pertencer a um lugar seguro.
Certa vez eu contratei um pintor para dar um jeito na casa, deixei a minha ajudante responsável por fiscalizar o serviço e fui viajar.
Os vizinhos percebendo a minha ausência e vendo um carro diferente estacionado em frente à minha casa, ligaram para os meus pais.
- Tem um carro estranho estacionado em frente à casa da sua filha. 

quinta-feira, 2 de junho de 2016

Te pego na rede!




Por muito tempo, eu resisti a comprar um celular de última geração por achar que não teria domínio sobre o aparelho. Eu estava certa.
A situação chegou ao ponto de não conseguir dormir por causa do barulho do aviso de e-mails e mensagens. Era só ouvir o barulho para despertar do sono ou sair correndo do banho.
Pelo menos, esse problema eu resolvi. Mas, existem algumas situações muito mais complicadas de resolver depois que o celular passou a ser visto como um item de necessidade básica.
Ou você acha que o celular é apenas um telefone que as pessoas usam para falar umas com as outras?

sexta-feira, 29 de abril de 2016

Um lugar para viver em paz


Apesar dos pesares, definitivamente viver está mais fácil do que conviver.
Para viver é preciso apenas respirar, conviver dá um trabalho danado.
Pense em quantas vezes você já ouviu alguém falar que sonha em morar em uma casinha branca de varanda para acordar e olhar pela janela...
Você já teve curiosidade para perguntar a essa pessoa o que ela gostaria de ver quando abrir a tal janela? 

sexta-feira, 4 de dezembro de 2015

Amor Maduro - Degraus da Vida

 

Era um prédio antigo, com paredes grossas, que pareciam estar ali desde sempre, antes mesmo de eu me entender por gente.
Ele já tinha visto dramas demais e, por causa disso, parecia imune a sentimentos pequenos, que machucam na hora, mas depois desaparecem como fumaça.
Era um prédio antigo, mas para mim parecia uma pessoa idosa, um sobrevivente do seu tempo.